sexta-feira, dezembro 20, 2002

A Encantadora Trupe do Fuca da Folias

Eu queria falar aqui de um monte de coisas que vem se passando nas últimas semanas, mas é tudo tão, é tudo tanto, que eu deixei passar e agora tento resgatar alguma coisa, pra formar uma unidade, pra não deixar se perder...

Do nosso amigo secreto, por exemplo. Que foi seguido por uma reação em cadeia e quase cocomitante ao surgimento do nosso novos amigos... Mas tudo já foi quase tão exaurido, aqui, ali, dentro dos comentários... até no blog da Erika, que tá há 3mil km de distância! Então, sobre ele, vou dizer que foi tudo muito perfeito. Como a Ladie disse, e como a gente comentou no final, se fosse planejado não sairia daquele jeito. Tava todo mundo muito inspirado, presentes lindos feitos por nós mesmos ou resgatados. Putz, eu ganhei um bongô massa do Cucas. Pequeninho que nem eu, mas que faz um barulho lindo. E naquele mesmo dia eu já havia ganho, inclusive alguns dele mesmo, vários apitos virtuais muito afudê. Vontade de fazer uma banda de uma jojo só e sair por aí, tocando tudo ao mesmo tempo.

Tudo ao mesmo tempo. É como sinto que as coisas tenham funcionado ultimamente, de novo. Mas coisas subjetivas. Pessoas, emoções. Tanta coisa vivida, com tanta gente, que às vezes fica difícil processar, mas que tudo se entrelaça. Tudo. Tudo. Tudo tão lindo e perfeito. E eu poderia dar exemplos aqui, mas eu não vou fazer isso, porque eu não quero quebrar magias. Porque pra mim são magias. E se eu divido, se eu conto o segredo, perde a graça. E eu quero só que vocês acreditem em mim, crianças, que tudo tem sido mágico. Que tudo faz um sentido fudido, embora eu não procure mais o sentido de nada, embora vocês possam não me compreender porque eu seja egoísta demais, às vezes, e não divida com vocês.

Eu queria falar do show do Serrote Preto, no salão Mourisco da Biblioteca, que foi algo. Foi outro momento mágico. Mas a Mimix melhor definiu “tirando a poeira dos livros e botando todos os seus fantasmas a dançar muito”. Foi isso, foi exatamente isso. Aquele salão mouro, que me fez lembrar que “antes dos mouros o som de tudo o que passou por lá, o som de tudo o que passou aqui, o som que vem, quem viver verá”. Os sons, o silêncios, os silêncios... Aquela arquitetura, aqueles bustos sisudos misturados com um batuque, com sons, muitos sons. O soalho gemendo a cada pisada, aquelas pessoas dançando, sorridentes todas...

E do novos amigos. A gente achava que tinha encontrado um Grafonolo, mas eu acho que a gente encontrou dois Grafonolos, o nosso Monino Grafonolo, que canta tão lindo e encanta, o Julinhos, maravilhoso, que agora vai participar do dia a dia da encantadora Trilha da Grafonola Fácil... E de todos os novo amigos que têm surgido e que vão surgir. Não estamos supervalorizando ninguém, mas é que são, de certa forma, símbolos. Símbolos de renovação, de areia revolvendo, de coisas novas brotando... Pessoas lindas, que participam de um momento lindo.

O momento Lindo. Lúdico e singelo. Da energia massa que tá rolando entre a trupe toda. Nosso momento infantil, de voltar a ser criança mesmo. De querer estar junto, de estar junto, de brincar, deitar e rolar. De querer ter um avião vermelho. De papel de pão, pintado. E nele botar o amigos todos, mais o urso, o negro, a mala, o pote de geléia, a lata de biscoitos e o cacho de bananas... e ir tomar sorvete na Lua...

E sobre ele, o momento, a Mi tão bem definiu e eu concordo com ela, me sinto como ela, completamente:

É me sentir criança também e mulher ao mesmo tempo. é dual. A ternura e a volúpia.O riso inocente e despretensioso e o riso de gozo. É, apesar das coisas ruins, sentir "vai dar certo, tudo vai se resolver ".

Tudo, Mimix, tudo. Fechando a Gestalt (momento nossa piada interna, íntima, hehehe), eu te lembro da fala da Letícia no projeto Vão: “Há esperança? Há esperança”. O riso de gozo, o riso de alegria. O segredo é rir. Rir sempre, rir muito. De tudo, da vida, das coisas que acontecem. Tudo se resolve. Depois da chuva vem o sol e por aí vai. Porque é tudo perfeito. Porque a chuva lava os problemas. E tudo ficará bem com a luz do sol...

Mas, ei! Eu já disse que AMO VOCÊS hoje, crianças sapecas?!? ;)


# . por Joelma Terto .  0 Comentários